Saturday, December 29, 2007

2007: OS MELHORES ÁLBUNS NACIONAIS

1º Jorge Palma, Voo Nocturno

2º Vários, Adriano Aqui e Agora - O Tributo

3º Paula Oliveira & Bernardo Moreira, Fado Roubado

4º JP Simões, 1970

5º Wraygunn, Shangri-la

alt : http://www.youtube.com/v/mvEKTC0JrEQ&rel=1 Imagem fixa: capa do longo de Jorge Palma
Imagem em movimento: vídeo oficial de «She’s a Go Go Dancer», dos Wraygunn.

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Friday, August 10, 2007

EXCITAÇÃO DA SEMANA: JORGE PALMA, «VOO NOCTURNO»

Jorge Palma voltou a dar com a alma, fazendo de Voo Nocturno o seu mais exemplar agrupamento de canções dos últimos (e muitos) anos. Felizmente, a lista pesada de convidados não atrapalha, mal se faz sentir até. É Jorge Palma que interessa. É um bom regresso à insatisfação, à observação humanista e às grandes canções (e de seguida, como há muito não ouvíamos dele). (EMI, 2007)
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Wednesday, July 11, 2007

LETRAS QUE MERECEM SER LIDAS #11: JORGE PALMA, «ONDE ESTÁS TU MAMÃ (A CANÇÃO DE LISBOA)» (1984)

                                                                                                Numa semana em que Lisboa estará na berlinda por motivos eleitorais, eis uma visão desencantada sobre «a cidade branca», sob a pena encantada de Jorge Palma.

Letra, composição e interpretação: Jorge Palma

Álbum de originais a que pertence: Asas e Penas

Os serões habituais

E as conversas sempre iguais

Os horóscopos, os signos e ascendentes

Mais a vida da outra sussurrada entre dentes

Os convites nos olhos embriagados

Os encontros de novo adiados

Nos ouvidos cansados ecoa

A canção de Lisboa

Não está só a solidão

Há tristeza e compaixão

Quando o sono acalma os corpos agitados

Pela noite atirados contra colchões errados

Há o silêncio de quem não ri nem chora

Há divórcio entre o dentro e o fora

Há quem diga que nunca foi boa

A canção de Lisboa

Mamã, mamã

Onde estás tu, mamã?

Nós sem ti não sabemos, mamã,

Libertar-nos do mal

Mamã, mamã

Onde estás tu, mamã?

Nós sem ti não sabemos, mamã,

Libertar-nos do mal

A urgência de agarrar

Qualquer coisa para mostrar

Que afinal nós também temos mão na vida

Mesmo que seja à custa de a vivermos fingida

O estatuto para impressionar o mundo

Não precisa de ser mais profundo

Que o marasmo que nos atordoa

Ó canção de Lisboa

As vielas de néon

E as guitarras já sem som

Vão mantendo viva a tradição da fome

Que a memória deturpa e o orgulho consome

Entre o orgasmo na gruta ainda fria

E o abandono da carne vazia

Cada um no seu canto entoa

A canção de Lisboa

Mamã, mamã

Onde estás tu, mamã?

Nós sem ti não sabemos, mamã,

Libertar-nos do mal

Mamã, mamã

Onde estás tu, mamã?

Nós sem ti não sabemos, mamã,

Libertar-nos do mal

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Wednesday, April 4, 2007

ÁLBUM DE RECORDAÇÕES: JORGE PALMA, «SÓ» (1991)

Jorge Palma é um dos músicos mais geniais e completos que temos. À sua cabeça não lhe faltam bons sentimentos e belas histórias que só ele, com destreza de poeta, é capaz de inventar. A humanidade com que enriquece as suas canções sugere uma alma generosa, amiga do amigo, que, com défice de egoísmo, atraiçoa a sua própria carreira às vezes.

Quando Jorge Palma teve a intuição de conseguir escolher, para , quinze das suas melhores composições de sempre e as privilegiou com o contacto íntimo do piano e de si mesmo, sem as distracções de um colectivo, sentimos o compositor no pleno das suas virtudes, como nunca acontecera antes. O álbum corre lentamente, melancólico mas primaveril, amargo mas sonhador, sempre sensível e elegante, numa relação próspera a dois entre Jorge Palma e o ouvinte, e sem mais ninguém, que revela o cantor totalmente igual a si mesmo - e é muito bonito de se ouvir. (PolyGram)

Posted by Gonçalo Palma at 11:36:22 | Permalink | Comments (2)