Friday, May 9, 2008

AS MELHORES OBRAS DE SEMPRE EM DVD

Lista em contagem decrescente, inspirada num trabalho de selecção dos 50 melhores DVDs de música para votação que decorreu no Cotonete.

90º Duke Ellington - Jazz Icons: Duke Ellington Live in ‘58

Registo filmado de um concerto do pianista de jazz em Amesterdão, Holanda, em 1958.

alt : http://www.youtube.com/v/1wZuABA5xKs&hl=en

89º The Clash - Westway to the World

Documentário que conta a história da banda londrina liderada por Joe Strummer.

alt : http://www.youtube.com/v/GLEqG5VY4a8&hl=en

PS - Lista pessoal elaborada no dia 20 de Abril de 2008, que inclui DVDs não formatados para a Região Europeia e exclui obras de ficção (exemplos: ‘biopics’ ou musicais).

Posted by Gonçalo Palma at 22:13:30 | Permalink | No Comments »

Thursday, May 1, 2008

NO MEU CINEMA: «JOE STRUMMER: THE FUTURE IS UNWRITTEN» de JULIEN TEMPLE

                                                                     Um dos filmes mais aguardados da secção IndieMusic, do IndieLisboa, era o documentário biográfico sobre o mítico líder dos Clash, Joe Strummer, realizado por Julien Temple: Joe Strummer: The Future Is Unwritten.

Os documentários de Julien Temple parecem adaptar-se ao carácter do seu personagem central. Os documentários sobre os Sex Pistols que Temple realizou, The Great Rock ‘n’ Roll Swindle (1980) e The Filth and the Fury (2000), são provocadores, corrosivos e até arrasadores. Tal e qual como eram os Sex Pistols.

Joe Strummer: The Future Is Unwritten é um documentário mais pacifista. Tal e qual o foi Joe Strummer.

   alt : http://www.youtube.com/v/xg3md__8IaQ&hl=en

Posted by Gonçalo Palma at 15:27:52 | Permalink | No Comments »

Monday, April 23, 2007

SABIA QUE MONT-DE-MARSAN…?

Sabia que, segundo os anais da história, o primeiro festival europeu de punk ocorreu numa praça de touros da pequena cidade de Mont-de-Marsan, no sul de França, em Agosto de 1976? O cartaz teve como nomes fortes os The Damned [na primeira foto], Nick Lowe and the Girls e os mods Gorillas. Houve baixas de vulto como Richard Hell e os então caloiros The Clash que, por julgarem que os Sex Pistols tinha sido eliminados do alinhamento do festival, se solidarizaram e cancelaram a sua actuação.

O festival de Mont-de-Marsan foi organizado pelo activo programador, lojista e editor Marc Zermati [na segunda foto], um fã de MC5 e de Lou Reed que estava sempre muito atento à vanguarda da música. Devido aos constrangimentos impostos pela polícia parisiense a festivais daquela natureza - à semelhança do que acontecia em todo o Reino Unido -, Marc Zermati conseguiu estabelecer uma conexão com o comandante policial de Mont-de-Marsan, que se deveu ao facto de ambos serem pied-noirs (designação para os franceses nascidos no norte de África). Essa cumplicidade permitiu a concretização do festival naquela inacessível cidade militar.

A audiência, apenas composta por algumas centenas de pessoas, era um híbrido de velhos hippies, punks sem indumentária e fãs de rock progressivo, que correspondia ao indefinido cartaz. Marcado pelo sol arrasador e por uma muito louvada actuação dos Damned, o festival representou o anúncio da morte do movimento hippie e de uma nova revolução na música que devolveria o rock às suas origens: o punk.

Numa célebre foto tirada do palco aos Damned, é visível microscopicamente e muito ao longe, na zona da bancada e fora da confusão da arena, um homem muito atento, de óculos escuros e t-shirt sem mangas, com uma mulher ao seu lado direito. Esse homem era um consumidor compulsivo de música de Manchester chamado Ian Curtis, e estava acompanhado pela sua mulher Deborah. Os dois foram à boleia até ao sul de França. Segundo relatos de Deborah à Mojo de Novembro de 2006, Ian Curtis gostou tanto do concerto dos Damned que quis (e conseguiu) falar com eles. Deborah descreveu o comportamento de Ian Curtis em não se misturar no meio da multidão dos concertos como típico - «ele era demasiado cool para se aproximar do palco». No livro de memórias Touching from a Distance sobre o malogrado líder dos Joy Division, Deborah Curtis refere que foi durante essa viagem entre Inglaterra e o sul de França que se descobriu a epilepsia de Ian.

No ano seguinte, em 1977, o festival de Mont-de-Marsan conseguiu atrair nomes como The Clash [na terceira foto], The Police (que, excepcionalmente, actuaram como quarteto), The Maniacs, The Boys ou os repetentes The Damned (que se estrearam então como quinteto). Milhares de pessoas lotaram a praça de touros de Plumonçon. Um dos espectadores era Zé Pedro que, impressionado com o concerto dos Clash, regressou a Portugal com a vontade de formar uma banda punk. Chamar-se-iam Xutos & Pontapés. 

 

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Tuesday, March 20, 2007

ORFANATO: THE CLASH, «THIS IS RADIO CLASH» (1981)

                                                                   «This Is Radio Clash» é um dos temas obrigatórios de qualquer compilação dos Clash, mesmo que não tenha figurado em nenhum longa-duração de inéditos do quarteto londrino.

A música dá nome a duas edições diferentes em EP, uma consumo britânico outra para o mercado norte-americano, e foi lançada em 1981, entre os álbuns Sandinista! (1980) e Combat Rock (1982).

«This Is Radio Clash» apanha os Clash num híbrido cruzamento entre os resquícios da garra punk, a adopção do estilo rockabilly, o ritmo ska e os apetrechos técnicos da cultura DJ, e confirma a progressiva metamorfose de um dos percursos rock mais interessantes de sempre. Inundado de ideias e motivado pelo reconhecimento público, Joe Strummer assina nesta canção uma das mensagens mais políticas e interventoras, que é também uma afirmação da identidade do grupo. alt : http://www.youtube.com/v/G-t52zc8Ex4

Posted by Gonçalo Palma at 15:08:31 | Permalink | Comments (1) »