Quarta-feira, 05 de Setembro de 2007

ENTRE TANTO...

Notas soltas de um post-scriptum...

Joy Division: Tony Wilson descobre oiro, a Factory passa a legislar, Manchester é sublinhado no mapa...

alt : http://www.youtube.com/v/0LdEM9xhMUM

Max Roach: muito bem acompanhado. Acompanhavam-no.

alt : http://www.youtube.com/v/iePwDhUGzp0

Hilly Krystal, o do CBGB: havia um espaço vazio por preencher na história da música e ele deu o seu.

alt : http://www.youtube.com/v/P0JXW3ykycE
Escrito por Gonçalo Palma em 23:16:26 | Link permanente | Comments (0) |

Segunda-feira, 03 de Setembro de 2007

MAIS TRÊS MISSIONÁRIOS DESAPARECIDOS

Tony Wilson, Max Roach e Hilly Krystal. Em local fora do alcance dos hábitos digitais, recebi as três más novas.

Sobre Tony Wilson...

Lembro-me de um dos muitos sublimes filmes de Rosselini, Europa 51', em que Ingrid Bergman interpreta uma mulher privilegiada de posses que, despertada pela morte do filho, resolve ajudar os que precisam. Tomaram-na como louca e asilaram-na entre quatro paredes.

Mas Tony Wilson esteve na cidade certa, Manchester. Deixaram-no à solta a ajudar naquilo sabia, a música. A libertinagem, a Factory, lá foi prosseguindo, de feito em feito - Joy Division, New Order, A Certain Ratio, Happy Mondays, o Haçienda - sempre junto à ravina, para excitação de todos (incluindo do patrono Wilson). A desengonçada máquina ia provocando danos com tudo o que se cruzasse: história da música, a carteira do principal envolvido... O último desequilíbrio ditou o fim da aventura.

Em Manchester, àquela obstinação tão desinteressada dá-se outro nome: generosidade. Nessas coisas não se enganam. Pela publicação de Closer (Joy Division), de «Blue Monday» (New Order), To Each... (A Certain Ratio), Bummed (Happy Mondays), entre outras glórias para sempre eternizadas, obrigado.

                                                                                Sobre Max Roach...

Tinha-o como o maior baterista vivo. Tenho-o, apesar da recente dislexia com a ausência física que a música trata como um pormenor. Pelo menos, o disco que estava à mão do leitor de CDs do carro (Birth and Rebirth, 1978, com o saxofonista Anthony Braxton) continuou a soar muito bem, com a bateria de Roach sobranceira a refilar como sempre contra as orgânicas convencionais. Afinal, a bateria estava à frente.

                                                                   Sobre Hilly Krystal...

Várias palavras. Ramomes, Patti Smith, Television, Talking Heads, New York Dolls, Blondie, Suicide, Sonic Youth, Lester Bangs (a tirar notas), Paul Simon (vigiando o novo som da sua Nova Iorque). À conta da boa vontade de Hilly Krystal, o dono bonacheirão do clube nova-iorquino CBGB's, explodiam por lá e em cheio o punk, o new-wave e o no-wave, antes sempre do resto do mundo saber. Aqueles metros quadrados pareciam dinamitados.

A ler: o livro de fotografia CBGB and OMFUG: Thirty Years from the Home of Underground Rock.
Escrito por Gonçalo Palma em 22:05:17 | Link permanente | Comments (0) |