NO MEU CINEMA: DOIS ÍCONES NOVA-IORQUINOS
Despedi-me desta edição do IndieLisboa vendo dois documentários sobre duas referências da música popular urbana: Patti Smith e Lou Reed.
Guardo com mais carinho o filme sobre Patti, Dream of Life, de Steven Sebring. A dedicação de 11 anos do documentarista permitiu um belo pedaço de cinema sobre a vida real de Patti Smith: música, livros, as desventuras da vida. Ali está um ser especial e generoso. Palpita-me que aquela espiritualidade da cantora poderia ser compatível com uma bela amizade com Joe Strummer, alma boa que o IndieLisboa também exibiu.
Como me parece que vai ser impossível estar ao mesmo tempo no Passeio Marítimo de Algés (a ver Leonard Cohen) e no Campo Pequeno (a ver Lou Reed) no dia 19 de Julho, achei obrigatório compensar essa ausência do dom da
omnipresença vendo o filme-concerto Lou Reed’s Berlin, de Julian Schnabel (que convivia no círculo de Andy Warhol), que tem tudo a ver com o que se vai passar na digressão que o traz: a interpretação ao vivo da sua obra mais ambiciosa, Berlin, acompanhado por uma orquestra. O filme, demasiado estático, não compensou de todo.