ÁLBUM DE RECORDAÇÕES: MARISA MONTE, «MM» (1989)
Marisa Monte inaugurou a sua discografia com um álbum ao vivo, MM. E quando o fez, o seu nome já circulava nas bocas de algum mundo - o brasileiro.
MM documenta a cantora brasileira no seu estado mais bruto enquanto intérprete felina selvagem, que se lança com todas as suas garras a grandes composições alheias e a várias formas de música com um destemor heróico: do rock brasileiro mais irreverente a música tradicionais de samba, ao swing, tudo passa sem flutuações de confiança.
Debaixo da aura noctívaga de femme fatale jazzística, Marisa Monte aproveitou o seu momento como pôde para seduzir. O flirt foi um sucesso e a paixão do público tornou-se irreversível. (World Pacific)
Além da interpretação de vários standards (incluindo de George Gershwin e de Kurt Weil) e de clássicos da música brasileira, Marisa Monte popularizou uma composição do cantor italiano Pino Daniele («E Po’ Che Fà»), a que a artista brasileira deu fama como «Bem Que Se Quis».
Olá Gonçalo:
Ainda me lembro bem do primeiro concerto da Marisa Monte em Portugal, em inícios dos anos 90. Foi num festival que tinha o David Bowie como cabeça-de-cartaz num dia e, no dia anterior, concertos no campo de treinos do Estádio de Alvalade dos Ban, dos Rádio Macau (um concerto fabuloso que meteu o Rafael Toral, sitar e tablas ao barulho) e a Marisa Monte - esta obrigou um alargado grupo de jornalistas a deixar as namoradas e mulheres para trás (eu incluído) e a fazer um belo friso de basbaques na primeira fila do concerto
Abraços
Oi António,
estou com inveja de tudo, não me digas mais nada…
Grande abraço!